Oídio-da-videira: identificação e combate

Com produção nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco a cultura da Uva (Vitis L.) tem uma grande importância no cenário econômico do Brasil, tanto para produção de vinho quanto para uva de mesa. A maior produção de uva hoje no Brasil se encontra na região Sul onde o clima é mais favorável para a cultura, que com sua alta pluviosidade, acaba não sendo favorável para alguns fungos de clima mais quente e seco, no caso do Oídio (Uncinula necator).

O Oídio foi constatado a primeira vez no Brasil com as cultivares americanas em meados de 1888, é um fungo de maior incidência em videiras localizadas em climas mais secos e quentes (temperaturas entre 20 – 27°C), e também em cultivos protegidos, onde é mais comum um microclima mais seco, podendo afetar a taxa fotossintética da videira, diminuir o tempo de armazenagem do fruto e também prejudicar a qualidade dos vinhos, ocorrendo perda durante toda a produção e também pós-colheita.

Sendo um parasita obrigatório, o Oídio (Uncinula necator) tem sua maior incidência da primavera até outono, sobrevivendo no inverno na forma de micélio. Na primavera o fungo presente nas gemas infectadas cresce sobre os brotos que emergem formando conídios que se disseminam facilmente com o vento aumentando significativamente a sua ocorrência em toda a lavoura.

Esse fungo forma uma rede de hifas e esporos brancos ou acinzentados, podendo afetar todos os tecidos tenros da videira, o Oídio ao afetar as folhas, com até dois meses de idade, reduz a área fotossintética com a presença de manchas principalmente na parte superior, mas também na parte inferior da planta. Quando presente nas bagas na fase mais suscetível (início da formação) as bagas apresentam diminuição do tamanho, lesões mais escuras e posteriormente ocorrem as rachaduras e podridões, a produção de vinho é afetada pelo oídio pois ocorre a formação de mostos ácidos com odor de mofo e com problemas na fermentação, nos ramos em desenvolvimento é possível observar manchas de coloração marrom e irregulares.

Para que o controle de Oídio tenha sucesso é recomendado o uso de variedades mais resistentes, como no caso das variedades americanas, as quais são mais resistentes que outras cultivares da família Vitaceae. Com o uso de variedades que diminuem a severidade dessa doença que causa um prejuízo significativo na produção de Uva é indispensável o uso de defensivos que controlem de forma eficaz, com o uso consciente de moléculas como Difenoconazol.

Pensando na qualidade da lavoura, a Cross Link conta com o fungicida Difcor 250EC, um fungicida sistêmico à base de Difenoconazol (250 g/L) na forma de concentrado emulsionavel (EC), capaz de controlar Oídio, Antracnose e Mancha-das-folhas, podendo ser aplicado até 6 vezes durante o ciclo, Difcor 250EC deve ser pulverizado na florada ou quando as condições climáticas forem favoráveis ao aparecimento das doenças fúngicas.
Qualquer agente de controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Fungicidas (FRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos fungicidas:

– Utilizar a rotação de fungicidas com mecanismos de ação distintos.
– Utilizar o fungicida somente na época, na dose e nos intervalos de aplicação recomendados no rótulo/bula.
– Incluir outros métodos de controle de doenças (ex. Resistência genética, controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Doenças (MID) quando disponíveis e apropriados.
– Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.

 

 

 

ATENÇÃO: Este produto é perigoso à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Leia atentamente e siga rigorosamente as instruções contidas no rótulo, bula e receita. Observe restrições estabelecidas por órgão competente no Estado, Distrito Federal e Município. Utilize sempre equipamentos de proteção individual. Nunca permita a utilização do produto por menores de idade. Consulte sempre um engenheiro agrônomo. Venda sob receituário agronômico.

Em caso de dúvida, ligue para o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) – 0800 773 2022 ou consulte o engenheiro agrônomo da Cross Link em sua região.